Lisbon,
19
Julho
2016
|
17:34
Europe/Lisbon

Artigo de Opinião - A Razão e o Coração a Par e Passo

Teresa Posser de Andrade, Diretora de Marketing e Comunicação, CBRE

Nos últimos dias o treinador da seleção portuguesa – Fernando Santos – mostrou a 11 milhões de pessoas que era possível ganhar o Euro 2016.

Fernando Santos começou por demonstrar, de forma pública e inequívoca, a sua confiança, desmesurada para muitos, em que iria trazer a taça do Euro 2016 para Portugal. Com uma calma que não era fingida, ele falava do que sabia. Fernando Santos conhecia a equipa que treinava. Compreendia os jogadores, as suas principais qualidades e com quem podia contar. Sabia que o “patinho feio” podia um dia virar cisne e que ninguém era insubstituível, mesmo se estivéssemos a falar do melhor do mundo.

Esta confiança foi ganhando terreno entre os jogadores e entre nós, adeptos da seleção, que a pouco e pouco, jogo a jogo, nos fomos juntando ao grupo que acreditava que era possível.

Fernando Santos, ao seu estilo, foi-nos mostrando até ao derradeiro dia que nada se faz sem muito esforço e empenho e que a sua confiança não era uma mera declaração ou vontade, mas o resultado de quem entendia os seus e conhecia os que estavam nas restantes barricadas.

E o elogio ao Fernando Santos podia ficar por aqui, mas não. A confiança de Fernando Santos não é apenas terrena. Sem timidez ou vergonha , falou a todo Portugal no seu ‘amigo e sua mãe’, a quem agradeceu os resultados alcançados. Fernando Santos, de uma forma simples e vivida, mostrou-nos o que é a fé.

Esta confiança tem alastrado em Portugal. De um momento para o outro, enchemo-nos de uma alegria patriótica que nos leva a querer ir mais longe, a obter melhores resultados nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e, quem sabe, até no Mundial de 2018.

Esta confiança que move montanhas, tão característica de Fernando Santos, é precisamente o sentimento que queremos gerar à volta das nossas marcas. Procuramos que as nossas marcas transmitam confiança e que os clientes se “entreguem sem receio”, como explica o Dicionário da Porto Editora. Afinal, a confiança não está desatualizada nem fora de moda.

Para ganhar o coração dos clientes, precisamos de gerar confiança, o que significa que não basta ‘ter’ mas temos também que ‘ser’ de confiança. É a diferença entre a razão e o coração. Uma marca faz uma promessa a cada cliente. É na concretização dessa promessa, realizada com inspiração e paixão, que geramos confiança.

A razão e o coração devem estar cada vez mais a par e passo. É como o Fernando Santos e a confiança!